ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 19/05/2020
Por volta do quarto milênio a.C, a maior parte das sociedades agrícolas haviam desenvolvido uma organização que colocava o gênero masculino como chefe das principais áreas da sociedade, como a política, a família e a religião. Esse sistema que colocava os pais e maridos em posições superiores recebeu o nome de patriarcado. Através dele, formas de inferiorização da mulher se infiltraram nos costumes, como a violência contra a mulher, que é o ato de agredir uma mulher por questões de gênero, de forma psicológica, física ou social. Logo, a violência contra a mulher é um símbolo dos valores patriarcais em que estamos inseridos, sendo uma atitude nociva tanto à saúde da mulher, quanto à uma sociedade potencialmente mais igualitária.
De acordo com o Mapa da Violência de abril de 2012, do Instituto Sangari, os principais agressores das mulheres vítimas de violência de gênero são os pais, namorados, cônjuges, ex-namorados e filhos. A partir dessa informação, é possível concluir que a relação de agressão é feita a partir de homens em posições muito próximas às vítimas, o que mostra que o estereótipo de que os homens são os chefes da família e têm o direito de fazer o que quiserem com as mulheres ainda é real e persiste na sociedade brasileira.
Além disso, essa mesma pesquisa ressalta que 60% das mulheres acreditam que a proteção legal cresceu, principalmente com a implantação da Lei Maria da Penha, porém, o medo e o rigor da lei são os principais motivos para que as mulheres não denunciem seus agressores. Isso mostra que, por mais que existam leis mais efetivas, o medo de que o violentador saia impune da situação e possa voltar a praticar seus abusos, faz com que a maioria das vítimas se curvem diante as agressões sofridas.
Com isso, a violência contra a mulher ainda é constante na vida de muitas mulheres, e muitas vezes os agressores não são revelados por conta do medo e do receio da impunidade. Sendo assim, O Poder Executivo deve proporcionar uma segurança eficaz e presente na vida das vítimas, protegendo-as até que o violentador seja encontrado e devidamente preso, não passando impune pela situação. Além disso, suporte psicológico adequado e um sistema de denúncias efetivo devem ser proporcionados. Assim, a violência contra a mulher poderá ser combatida, sempre prezando pela saúde das mulheres.