ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 18/05/2020
A violência contra a mulher na sociedade ainda ocorre, pois o Brasil vem de uma cultura aonde o patriarcado e o machismo é imposto, ao longo do tempo, até os dias atuais, com isso essa cultura tornou-se uma prática ‘‘comum’’, porém, atualmente existem leis que lutam contra a violência à mulher como a Lei Maria da penha, A Delegacia de Defesa da Mulher, mas esses modos não são realmente efetivos. Se medidas não forem tomadas mais mulheres serão agredidas não só verbalmente e psicologicamente, mas também fisicamente , assim esse problema acabará se persistindo.
Desde a Grécia Antiga, onde as mulheres eram submissas aos homens devido, unicamente, ao gênero, o ideal da inferioridade feminina atinge nossa sociedade. Assim, quando o homem não consegue impor seus valores machistas sobre elas, parte para a agressão, caracterizando a violência não só verbal como também psicológica e, até mesmo, física. Nesse sentido, aperfeiçoar a tolerância entre os gêneros, assegurada em um regime democrático, em parte, pela igualdade prevista na Constituição é uma necessidade, e não um fato opcional.
É evidente que a violência contra a mulher ainda atinge a sociedade feminina. No Brasil, de acordo com Conselho Nacional de Justiça chegaram aos juízes de 332.216 processos com A Lei Maria da Penha, 66,6% desse numero não foram julgados, com essa informação é visível que a estrutura da lei Maria da Penha não é eficiente, e não dá o apoio suficiente para a mulher, pois depois da denuncia o processo demora, e muitas vezes pode nem chegar a ser julgado.
Embora haja leis especializadas no assunto, torna-se evidente que estas não fazem-se tão efetivas quanto necessário. Algumas medidas como campanhas governamentais e o aumento no número de delegacias, e a educação e conscientização da população, tanto os adultos, tanto os jovens seriam elementos significativos no combate deste tipo de crime, o qual necessita de uma redução de seus índices em um futuro próximo, para que a sensação de impunidade e medo se desfaçam entre as mulheres.