ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 14/05/2020

Na antiga Esparta, as mulheres eram agredidas diariamente se não cumprissem suas atividades diárias na agricultura ou na criação de seus filhos, pois não eram dignas de fazer uma atividade de índole masculina. Na contemporaneidade, tal barbárie não ocorre mais, porém há grandes dificuldades para manter os direitos das mulheres acessíveis, especialmente as leis contra à violência e a falta de oportunidades devido a desigualdade de gênero.

Inicialmente, um entrave é a mentalidade retrógrada de parte da população, que agem como se os direitos da mulher fossem atendidos, e que vários tipos de violência não existem por não estarem presentes em seu dia-dia. De fato, tal atitude se relaciona ao conceito de banalidade do mal, trazido pela socióloga Hannah Arendt, “quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada”. Um exemplo disso é a discriminação que as mulheres sofrem ao tentarem reportar seus casos de violência, e serem ridicularizadas e recebem justificativas para ter sofrido tal ato. Nessa situação, o medo de ser discriminada e não obter ajuda, possivelmente leva a desistência de correr atrás de seus direitos, fato que é tão grave pois pode levar a sofrer mais violência.

Outro Desafio enfrentado pelas mulheres é a desigualdade de gênero, uma vez que não há uma observação do governo a fim de evitar isso. De acordo com Habermas, “incluir não é só trazer para perto, mas também respeitar e crescer junto com o outro”. A frase do filósofo alemão mostra que, enquanto o governo não garantir os direitos iguais, as mulheres permanecerão sem novas oportunidades, assim como em Esparta onde as mulheres não podiam fazer muitas atividades das quais os homens podiam. Em adição, a falta de igualdade também é resultado da falta de ensino nas escolas, pois as crianças crescem sem essa educação, e se transformam em adultos que praticam essa ação, sem acharem que é errado. Segundo a revista Educação Hoje, " a melhor época para aprender uma lição moral e ética é na infância, pois é onde ocorre a formação de caráter". Mostrando que, ocasionalmente, parte da desigualdade ocorre por falta da instrução dos jovens.

Destarte, para que as mulheres tenham acesso pleno à seus direitos, é preciso que o governo em parceria com a mídia, promova propagandas, por meio de televisões e jornais, a fim de conscientizar a mulher de como agir perante um caso de violência. Além do mais, é necessário que o Ministério da Educação promova aulas sobre respeito para adultos e crianças por meio da internet, para que possam escolher o melhor horário e momento para aprender. Por fim, consequentemente será garantido a igualdade de gênero, pois as pessoas serão melhor instruídas e mais conscientes.