ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 11/05/2020

Legado Impune

Vítima. Medo. Violência. São palavras que ilustram a situação da mulher brasileira desde antes da fundação do país. Fora recente a conquista da Lei Maria da Penha para proteger a população feminina, entretanto, tal público segue silenciado e assassinado pela sociedade que insiste em manter as vítimas e, posteriormente, amparar os agressores.

A ideia de que a mulher é, por direito, uma propriedade masculina vem sendo enraizada culturalmente na sociedade ao longo dos séculos. Os transgressores tendem a crer que possui poder sobre os corpos, atitudes e vidas das mulheres, logo, também autorização para cessá-la. Esses homens prorrogam o legado dos antepassados colonizadores que deram início a miscigenação no Brasil estuprando e escravizadas negras e indígenas.

Não haverá receio de violentar uma mulher sabendo que após alguns anos se terá a vida de volta normalmente. Aos poucos facínoras que são julgados e condenados, apenas cumprir alguns anos de pena não é suficiente para combater essa categoria de violência. Em 2010, Bruno Souza (goleiro Bruno) foi preso pelo assassinato brutal da mãe de seu filho. Ele está atualmente solto e refazendo a fama e a carreira após ser convidado para atual em diversos clubes.

Uma lei sozinha não é autossuficiente no combate a violência contra mulher. É preciso que o Congresso Nacional reforce a Lei Nº 11340 incluindo artigos que impeçam que os infratores simplesmente retomem suas carreiras e vidas normalmente e, até, repitam os crimes. Além disso, as famílias e escolas devem trabalhar juntas por meio de adaptações e atividades didáticas para que os futuros homens respeitem mais e as futuras mulheres temam menos. E, então, reilustre a situação das brasileiras.