ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 12/05/2020

A violência contra a mulher persiste na sociedade brasileira desde a época colonial: as mulheres eram consideradas apenas como donas de casas e tinham obrigações apenas com o lar e os filhos. No entanto, apesar de ter passado por diversas mudanças, essa visão antiquada e opressora das mulheres acabam sendo vistas nos dias atuais por meio da pouca participação em cargos associados à homens, preconceito e abusos que elas sofrem no ambiente de trabalho, com ênfase no meio audiovisual que acaba gerando uma maior repercussão, e as diversas práticas de violência contra mulher.

Uma das maiores indústrias atuais é a do cinema, mas as mulheres assumem principalmente o papel de atrizes, tanto que, segundo a Ancine, no ano de 2016, apenas 20% dos filmes brasileiros foi dirigido por mulheres. Além disso, muitas mulheres acabam sofrendo assédio sexual no âmbito da mídia, e por serem famosas, acabam se destacando mais, como é o caso de Marcius Melhem, que foi denunciado por conta de assédio moral por diversas atrizes, incluindo umas das estrelas do humor brasileiro, Dani Calabresa. Apesar de não ser o único ambiente em ocorre assédio, é importante que cada vez mais atrizes e/ou funcionárias de grandes empresas denunciem seus casos de assédio para motivar as mulheres com menos visibilidade.

Além disso, é visto que a taxa de violência contra a mulher no Brasil continua enorme: entre os anos de 2005 e 2011, mais de 300 mil casos envolvendo a lei Maria da Penha chegaram a ser julgados e mais de 237 mil denúncias foram feitas. Por outro lado, muitas mulheres deixam de denunciar a violência por medo de serem julgadas ou serem ainda mais agredidas. Essa “barreira psicológica” que as mulheres formam acabam sendo prejudiciais tanto para elas como para a justiça, uma vez que criminosos acabam ficando impunes por suas ações e consequentemente, causando mais sofrimento para o sexo feminino.

Em suma, com a finalidade de aumentar as denúncias de casos de agressão contra as mulheres, o governo deve promover campanhas para a conscientização por meio de curtos comerciais de televisão e palestras gratuitas que podem tanto ser assistidas presencialmente como pela televisão, em uma espécie de “horário eleitoral”, obrigando as emissoras a transmitirem e penalizando as que não cumprirem. Com isso, espera-se que cada vez mais mulheres sintam-se livres para denunciarem os seus abusadores, consequentemente, aumentando a taxa de prisão de assediadores e de mulheres livres para continuarem as suas vidas.