ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 12/05/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos , de 1948, defende a manutenção do respeito entre povos de uma mesma nação. No entanto, isso não ocorre na sociedade brasileira, uma vez que a violência contra a mulher ainda é um desafio a ser combatido. Esse cenário preocupante é fruto tanto da negligência governamental em relação a execução das leis, quanto da má formação educacional do indivíduo.
Mormente, é indubitável pontuar a negligência governamental como motivador da violência contra a mulher. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população , entretanto , isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades, mulheres tem sido agredidas verbalmente e fisicamente dentro de suas próprias casas, sem poder contar com uma constituição efetiva que possa punir os agressores devidamente. Consequência disso é a constância da violência contra a mulher.
Além disso, vale ressaltar a má formação educacional do indivíduo como promotor do problema. De acordo com Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Sob essa perspectiva filosófica , pode-se afirmar que os atos violentos contra a mulher são derivados de uma má construção educacional do indivíduo. Prova disso é a violência contra a mulher até mesmo dentro das escolas. Resultando na construção de cidadãos com um risco alto de se tornarem agressores.
Em suma, medidas são necessárias para erradicar a violência contra a mulher no Brasil. Para isso é papel do Poder Executivo - Poder do estado que tem a função de cumprir as ordenações legais da Constituição - garantir a efetivação das leis que protegem as mulheres da agressão, por meio de fundações de delegacias especializadas em apenas executar leis que defendam pessoas do sexo feminino. Ademais, é função do Ministério da Educação - Órgão responsável por administrar todo sistema educacional brasileiro - fazer que os estudantes tornem-se indivíduos com o discernimento de que bater em uma mulher é errado, por intermédio de programas educativos que visam evitar qualquer ameaça do jovem crescer e se tornar um adulto que agride mulheres. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da violência contra as mulheres, e a coletividade alcançará o que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende.