ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 13/05/2020

A série “You” que foi elaborada pela Netflix, retrata um casal em que o homem é muito possessivo e toma medidas que afetam a vida de sua parceira, provocando um feminicídio. Semelhantemente, no Brasil a situação não é muito diferente, visto que em 2019 houve um aumento de 7,3% na taxa de homicídios dolosos de mulheres em comparação ao ano de 2018, segundo um apontamento feito pelo G1. Logo, dois fatores que contribuem para a persistência dessa problemática são o sistema patriarcal e a baixa eficiência de leis que auxiliam a mulher.

Certamente, sabe-se que desde a época da colonização, o Brasil possuía um sistema separatista em questão ao gênero, pois somente o homem poderia trabalhar e a mulher deveria cuidar das atividades caseiras. Sendo assim, criou-se um sentimento de superioridade do lado masculino em relação ao lado feminino. Embora essa divisão de trabalho tenha mudado, o machismo ainda se encontra presente na sociedade atual brasileira e pode ser notado através de comentários ou atitudes, tais essas que levam a um possível feminicídio.

Além dessa visão segregacionista, a lentidão e a burocracia do sistema punitivo contribuem com a permanência das inúmeras formas de agressão contra a mulher. De fato, no país, os processos são demorados e as medidas necessárias acabam não sendo tomadas no devido momento. É evidente, que isso ocorre também com a Lei Maria da Penha, que entre 2006 e 2011 teve apenas 33,4% dos casos julgados. Logo, com essa perspectiva, muitos indivíduos ao verem essa ineficiência permanecem violentando as mulheres sem receberem punições. Assim, essas são alvos de torturas psicológicas e abusos sexuais em diversos locais, como em casa e no trabalho.

Em síntese, cabe ao Governo Federal construir mais Delegacias da Mulher através de parcerias com as ONGs, para que haja um processo acelerado ao receberam as denúncias, punindo, assim, os agressores mais rapidamente. Além disso, também é necessário que o Ministério da Educação enalteça matérias como Sociologia, História e Biologia nas escolas, tanto públicas como particulares, por meio de palestras e projetos educativos, com o objetivo de enfatizar a igualdade de gênero e consequentemente, amenizar o patriarcalismo.