ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 17/05/2020

Promulgada, em 1948, pela ONU a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à segurança e ao bem estar social. Conquanto, a persistência na violência contra a mulher na sociedade brasileira impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados com intuito de resolver essa problemática.

A educação de um país é um dos principais fatores para seu desenvolvimento. Na contemporaneidade, é racional acreditar que o Brasil tem um sistema público de ensino eficiente, já que o mesmo ocupa a nona posição na economia mundial. Entretanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado disto é claramente refletido nos elevados índices de violência contra a mulher. Segundo o Mapa da Violência, nos anos de 1980 a 2010, no país, foram assassinadas mais de 92 mil mulheres, 43,7 mil somente entre 2000 e 2010. Diante dos fatos apresentados, é inadmissível que a parcela feminina da população se subjugue a tal imposição masculina por conta de diferença de gênero. Afinal é a única coisa que difere entre a vítima e o agressor, nessa situação.

Ademais, é imprescindível salientar-se que a violência tem marcas profundas e duradouras na vida das mulheres que sofrem de tal ato. De acordo com Mahatma Gandhi, advogado nacionalista, “eu sou contra a violência porque parece fazer bem, mas o bem só é temporário; o mal que faz é permanente.” Diante de deste contexto, é necessário afirmar que homens que violentam, psicologicamente, fisicamente e ou sexualmente mulheres estão abalando a estrutura psicológica e física das mesmas, para o resto de suas vidas, quando não somente, acabam por destruir suas vidas, matando-as.

Portanto, não cabem-se dúvidas que medidas são necessárias para resolver tal problema. Seguindo o pensamento de Immanuel Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.”, logo, pode-se concluir que o Estado, além de aumentar a pena para homens que cometem tais atos, com ajuda do Ministério da Educação deve interferir nas escolas, onde deverá aplicar palestras para que se mude o pensamento dos futuros cidadãos com relação a violência. E os municípios, de acordo com a incidência de determinado local, com o dinheiro mal administrado dos tributos cobrados da população, deverá agir em acordo com a polícia militar para aumentar a fiscalização nas ruas e instaurar campanhas de apoio para mulheres que sofreram de algum tipo de violência.  Dessa forma, o Brasil poderia superar o problema da violência contra a mulher.