ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 18/05/2020

É notório que as famílias tradicionais brasileira têm histórico de que o homem representa a imagem do ser maior do lar, fazendo com que há algumas décadas, fosse normal o homem agredir sua esposa. Contudo, mesmo com o ato se tornando moralmente e eticamente incorreto, ainda existem casos de violência contra a mulher, inclusive no brasil.

É cultural que um homem agrida a mulher dentro de casa, mesmo que isso seja errado. Contudo, elas vêm conquistando cada vez mais direitos como por exemplo a lei Maria da Penha, que rege a punição devida contra atos de violência doméstica contra a mulher. A história da lei criada em 2006 tem início em 1983, com a denúncia de uma senhora que havia sido baleada por seu marido dentro de casa, na época nada podia ela fazer, mas correu atrás de seus direitos e hoje é possível que mulheres violentadas possam delatar seus companheiros em busca de justiça.

Visto isso, pode parecer que é simples denunciar um crime desse nível, porém, muitas mulheres sofrem por questões psicológicas deixadas pela violência. Cerca de 30% das violências relatadas em 2015 são psicológicas, ou seja, somando com as vítimas de violência física, sexual e moral, essas mulheres dificilmente se sentiram confortáveis a procurar ajuda mesmo que seus agressores sejam presos ou punidos de alguma outra forma.

Portanto, pode-se notar que fatores históricos são capazes de dificultar a erradicação deste problema. Assim sendo, é preciso a educação das crianças por meio de palestras e ações, nas escolas e em casa, para que elas possam, futuramente, amenizar a situação, entendendo a igualdade de gênero.