ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 19/05/2020

Comete-se, com frequência, a violência contra a mulher na sociedade brasileira. Tal crime que persiste à décadas na população e pode ser classificado em diferentes tipos, tais como a violência física, verbal, patrimonial, por exemplo, contudo, não ofuscando a gravidade de cada uma em singular. Ato que é indubitavelmente errado, já que, afeta e/ou acaba com vidas de milhões de mulheres por meio de danos causados fisicamente e psicologicamente, é necessário que seja contido o quanto antes.

Por meio das Ordenações Filipinas, que revigoraram no Brasil até o ano de 1916, o marido tinha total direito para aplicar castigos físicos a sua companheira, podendo até tirar-lhe a vida caso ocorresse adultério. Todavia, mesmo que o período tenha sido abolido a mais de um século, maridos em contrapartida ainda cometem tais ações enraizadas na sociedade. Como mostram dados fornecidos pela Central de Atendimento à Mulher, 51,68% dos casos de violência ainda são físicos, o que deixa visível a falta de mudança do abuso na vida da mulher do século passado para os dias atuais.

Em virtude de uma sociedade machista, em que  homens se rotulam superiores à mulheres por seu gênero, ignoram o fato de todo ser humano ter acesso ao direto de ter suas próprias decisões. É de suma importância citar alguns acontecimentos que ocasionam agressões, por exemplo, uso excessivo do álcool, drogas ilícitas, ciúme abusivo, entre outros. Certamente, ao demorarem para resolverem os problemas sobre a violência contra as mulheres, os abusadores se sentem mais a vontade com a situação, podendo então acabar com mais vidas. Como resultado, agressões dentro de um lar é propício a causar traumas fatais na mulher e/ou em quem convive com a vítima, como filhos, pais e afins.

De acordo com o filósofo Jean Paulo Sartre, “O homem está condenado a ser livre, pois, uma vez lançado ao mundo, ele é responsável por tudo o que faz.”, se o abuso for um fato, é essencial que a Lei Maria da Penha, possua a ajuda do Poder Judiciário para a fiscalização, dando a ela então, mais credibilidade para que seja eficaz, assim, aplicarão ao abusador as consequências do que fizeram por meio de um regime prisional. Enquanto esses estiverem encarcerados, o Ministério da Saúde disponibilizará psicólogos para tais, a fim de seguirem como indivíduos melhores. Após essas medidas, a taxa de mulheres mortas será drasticamente reduzida, havendo paz e lares inteiros.