ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 03/06/2020

A Constituição Federal de 1988 assegura muitos direitos aos cidadãos, como o direito à vida e à segurança. Entretanto, não são todas as pessoas que podem usufruir desses privilégios, uma vez que, no cenário atual, a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira continua e vem trazendo graves problemas, como um aumento no número de vítimas agredidas e uma elevação no número de óbitos do gênero feminino.

Nesse contexto, em primeira análise, as mulheres estão, cada vez mais, sendo violentadas por homens. Isso acontece, pois, apesar de existir leis que protegem o sexo feminino contra as agressões, como a Lei Maria da Penha, a aplicabilidade das sansões impostas pelo código penal não é tão eficaz, o que contribui para que os homens continuem sendo agressivos com as mulheres. Dessa forma, segundo o portal G1 da emissora Rede Globo, por causa da ineficiência das leis e alguns outros fatores, houve um aumento de 240% nos casos de mulheres vítimas de violência no ano de 2015, o que é extremamente preocupante.

Ademais, em segunda análise, ocorreu uma elevação no índice de mortes do gênero feminino. Tal fato acontece porque, muitas das vezes, as mulheres sofrem violência física e não são capazes de denunciar os agressores por causa de ameaças e restrições que são impostas a elas. Dessa maneira, de acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, o número de óbitos de mulheres se elevou em cerca de 300% no ano de 2016 e, dentre os fatores que contribuíram para esse aumento, está a falta de denúncias de casos de agressão, o que é muito grave.

Portanto, tendo em vista os aspectos abordados sobre o aumento de mulheres violentadas e a elevação do número de óbitos do sexo feminino, é preciso que medidas sejam tomadas. Cabe ao Governo Federal, como instância máxima de poder do Brasil, tornar as leis que protegem as mulheres mais eficazes por meio da ampliação das delegacias de atendimento as mulheres, que serão estruturadas de acordo com os moldes julgados pelo senado, para que, assim, o gênero feminino pare de ser violentado. Além disso, é necessário que a Mídia, grande difusora de informação e principal meio formador de opinião, influencie as mulheres a denunciar as agressões que são impostas a elas por intermédio de campanhas publicitárias para que, dessa forma, o índice de óbitos de mulheres diminua e os direitos previstos pela Constituição Federal sejam validados.