ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 02/07/2020

Conforme Leandro Karnal, historiador brasileiro, a misoginia é, de longe, o mais antigo e estrutural de todos os preconceitos, ou seja, o entendimento de que a mulher é inferior ao homem não é um pensamento apenas da modernidade, mas de toda a história. Além disso, apesar dos avanços em diferentes segmentos sociais no Brasil como o fim da escravidão, direito ao voto feminino, eleições diretas e afins, a presença da violência contra a mulher permanece no século XXI. Por conseguinte, esse cenário é causado, sobretudo, devido ao preconceito de gênero da população e à falta de segurança pública oferecida pelo Estado. Logo, intervenções, com o objetivo de enfraquecer a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira, são necessárias.

Em primeiro plano, segundo Voltaire, filósofo iluminista francês, um preconceito é uma opinião que deixou de ser submetida à razão, em outras palavras, não existem motivações lógicas para um entendimento preconceituoso. Contudo, os casos de violência contra a mulher, presentes em diferentes jornais ao longo de décadas no Brasil, mostram que a misoginia é característica da sociedade brasileira. Somado a isso, os dados divulgados pelo Ministério da Economia mostram que os recursos destinados à educação e segurança no país são insuficientes ao bom desempenho dos setores, o que aumenta os casos de violência e dificulta às escolas ensinar igualdade de gênero aos alunos.

Diante deste panorama de preconceito contra mulher, falta de segurança e educação, a principal consequência é a manutenção dos casos de violência contra o sexo feminino. Assim, as agressões físicas, psicológicas, morais e sexuais contra as mulheres tornam a população brasileira retrógrada e injusta. Desse modo, medidas, a fim de reduzir as ocorrências de violência por motivação de gênero, são essenciais ao desenvolvimento social do Brasil.

Em síntese, o Estado deve aumentar os investimentos em segurança pública tangente à preparação ideal de policiais, por meio de palestras com especialistas no tema, para tratar de casos que envolvam violência contra a mulher, ação que preveni tais ocorrências e torna a atuação policial mais eficaz. Ademais, as escolas devem, por intermédio de professores e sociólogos, realizar atividades e palestras que mostrem aos alunos a importância da igualdade de gênero, o que forma indivíduos mais preparados para combater as agressões às mulheres. De acordo com essas intervenções, a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira deve ser enfraquecida.