ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 05/07/2020
Maria da Penha Maria Fernandes, mulher que lutou para levar seu agressor que a deixou paraplégica a prisão, que posteriormente deu nome a lei brasileira conta a violência a mulher. Na realidade do país essa violência se faz presente, onde enfrenta o machismo estrutural, que leva a violência a diversas mulheres. O que traz sofrimentos, torturas e mortes às vítimas e familiares, mas que urge ser mudada e apagada da sociedade.
A série Coisa mais linda, retrata a personagem Malu que sofre agressões físicas, psicológicas e sexuais de seu marido por cantar em uma casa de show, no qual reflete o difícil cenário de diversas mulheres. Que sofrem violência de diversas formas como física, psicológica, sexual, moral e vários outros tipos. Pelo fato do homem se sentir superior e proprietário da mulher e por pensar que detém o direito de fazer o que lhe for supostamente conveniente. Devido a estrutura das instituições sociais que ele faz parte e que possuem essa ideologia patriarcal, o fizeram construir esse pensamento.
Entretanto, após a criação da Lei Maria da Penha em 2006, o número de ocorrência vem decrescendo segundo os dados anuais do Ministério da Mulher, mas há ainda defasagem na pratica da lei, no ato da denúncia e detenção do infrator. Pelo tempo de espera entre a denúncia, chegada dos militares, tempo de julgamento e a burocracia, cujo na primeira denúncia ocorre somente medidas de restrição e distanciamento. O que impulsiona a impunidade, gerando uma possível recorrência do ato violento, trazendo transtornos a vida dessas vítimas.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Mulher, em conjunta com o Tribunal de Contas da União e o Ministério da Justiça, na criação e ampliação de quarteis de violência contra a mulher, por meio de capacitações e especialização policiais para esse trabalho. Na atuação rápida e eficaz para ajudar a vítima, tendo prioridade locais com altas taxas de violência posteriormente, para todo o território nacional. E cabe ainda ao Ministério da Educação e a mídia, a realização de campanhas para a desconstrução do machismo e patriarcado estrutural, por meio de campanhas em escolas e universidades, Tv, rádio e serviços de internet na persistência do combate contra esta. Espera- se assim sanar a persistência da violência contra a mulher.