ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 06/07/2020
Conforme o Artigo 5 da Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante à lei. Entretanto, quando observa-se a questão das mulheres no Brasil, é visível que ainda há muitos desafios a serem superados. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos: o enraizamento da cultura do estupro e o aumento do feminicídio.
Primeiramente, é indubitável a naturalização da agressão sexual contra a mulher na sociedade brasileira. De acordo com o FBSP, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no país, e muitas desta são responsabilizadas pelo acontecimento, sendo criticadas, muitas vezes, por vestirem um traje “inadequado”. Desse modo, o assédio sexual é normalizado pela sociedade, e as vítimas, culpabilizadas.
Outrossim, é notório os elevados índices de assassinato proposital de mulheres, apenas por serem do sexo feminino. Segundo Carl Jung, quando o amor acaba, tem início o poder, a violência e o terror. Dessa forma, por se acharem superior e dominadores, os agressores tiram a vida das companheiras, por acreditarem que estas devem ser submissas a eles, e, caso contrário, a existência delas é insignificante.
Em suma, fica evidente a necessidade de medidas que venham a combater a persistência da violência contra a mulher no Estado. Por conseguinte, cabe aos estados e municípios criarem mais delegacias que dêem assistência ao público feminino e produzam campanhas em apoio às mulheres, a fim de conscientizar a população de que as vítimas não são culpadas por serem violentadas, mas sim, os ofensores. Ademais, o Governo Federal deve criar mais medidas protetivas para as mulheres, que possibilitem estas de denunciarem o suspeito quando se sentirem ameaçadas ou desconfortáveis, com o intuito de abaixar os casos de violência e feminicídio. Somente assim, o Artigo 5 será cumprido e a violência contra a mulher será extinta.