ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 08/07/2020
Na obra “utopia”, do escritor inglês Thomas more, é relatada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas.
No entanto, o que se observa na sociedade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira apresenta barreiras, as quais dificultam a caracterização dos planos de more. Esse cenário antagônico é fruto tanto do medo, quanto da falta de apoio. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Sobretudo, é fulcral pontuar que a violência contra a mulher, deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que caibam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbies, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil.
Portanto, devido a falta de atuação das autoridades, a violência contra a mulher tem se tornado cada vez mais comum. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta de apoio, como promotor do problema, ou seja, o Estado não tem apoiado as mulheres, e muitas deixam de denunciar, por medo, por falta de segurança. Dessa forma, retarda a resolução do empecilho, já que a falta de apoio contribui para perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a violência contra a mulher, necessita-se urge mente, que o tribunal de contas da união direcione capital que, por meio de Governadores, que será revertido em campanhas educacionais, através de professores capacitados e mulheres que sofreram violência, para ministrarem palestras, em escolas e universidades. Desse modo atenuarse-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da violência contra a mulher, e a coletividade alcançará a utopia de more.