ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 10/07/2020
De acordo com a biografia de Natascha Kampusch, o livro 3096 dias, é contada sua história na qual ela foi raptada e era violentada constantemente pelo sequestrador. Paralelamente, a realidade brasileira no que tange as agressões as mulheres são emergentes, visto que a falta de preparo policial e os cortes de verbas públicas corroboram para tal cenário. Em primeira instância, após a criação da lei Maria da Penha, em 2006, foi garantido como crime todos os tipos de violência contra as mulheres. Em contrapartida, os profissionais de segurança acabaram por banalizar os pedidos de socorro das vítimas, uma vez que recusam tais chamadas. Isso pode ser justificado, em virtude das delegacias, em sua maioria, terem policiais homens, os quais não tem o conhecimento e instruções necessárias para entender a gravidade de tais atos. Dessa forma, há o pânico das vítimas de realizarem as ocorrências e, consequentemente, a diminuição das denúncias.
Outrossim, deve-se ressaltar, também, que um dos episódios da série “Grey´s Anatomy”, a personagem foi gravemente violentada por seu namorado. Da ficção à realidade, a falta de investimentos financeiros em políticas públicas a favor dos direitos femininos corrobora para tal panorama. Isso ocorre devido aos cortes de verbas estatais, fazendo com que haja a diminuição de centros especializados no atendimento as mulheres. Tendo como consequência, o desenvolvimento de doenças psicológicas e o afastamento social, são alguns exemplos disso.
Dessarte, medidas que visam solucionar a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira são necessárias. Para tal, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deve, por meio de verbas destinadas para tal órgão, construir delegacias destinadas para as mulheres, assim como o treinamento de seus funcionários. Essa proposta sugere que as vítimas tenham todo o apoio necessário para sua segurança e saúde, e o aumento das prisões dos agressores, para que, então, casos como o de Natacha não ocorram mais.