ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 02/08/2020

A figura da mulher na sociedade brasileira mudou com o passar dos anos. No passado, não muito distante, sua função era basicamente gerar filhos, cuidar deles, do marido e do lar. Hodiernamente, a mulher conquistou mais liberdade para estudar e exercer uma profissão. Contudo, algumas características de uma sociedade patriarcal ainda são evidenciadas em desrespeito e violência contra mulher. Mesmo com progressos na luta contra o feminicídio, o problema persiste, mostrando que mudanças legislativas, somente, não são suficientes, mas, adicionalmente, mudanças de pensamento.

Indubitavelmente, o apoio de leis e organizações contra o feminicídio é imprescindível. O alarmante é que ainda assim os números de casos aumentam a cada ano. Segundo o jornal Folha de são Paulo, em 2018 foram 1222 vítimas e em 2019, 1310. Dessa forma, observa-se que somente leis são ineficientes para um combate consciente, sendo necessário mudar a pespectiva para a educação.

Dessa forma, observa-se que no processo de socialização primário, exercido pelos pais, meninos e meninas recebem ensinamentos distintos. A menina é educada para ser quieta e obediente, enquanto o menino deve reprimir seus sentimentos. Assim, a brutalidade é admitida desde criança devido a masculinidade.

Em suma, a violência contra a mulher é um problema social que precisa ser combatido com insistência para deixar de persistir. Por isso, é necessário uma conscientização dos pais e da escola, para que estes venham educar às suas crianças que a diferença de gênero não legitimiza uma atitude agressiva. As redes sociais são uma importante arma nesse aspecto, cabendo a toda a sociedade o engajamento nessa conscientização geral. Além disso, as mulheres precisam ser estimuladas a denunciar seus agressores, recebendo auxílio psicológico, físico e financeiro. Pois, muitas vítimas escondem a agressão por medo ou por serem dependentes financeiramente do agressor. Assim, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos deve atuar juntamente com os departamentos policiais, que recebem as denúncias, para que a mulher receba a devida ajuda nesse momento de fragilidade.