ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 14/08/2020
Nos últimos anos, o Brasil deu passos importantes, no âmbito jurídico, no que tange o direito feminino, pois foram criadas as leis Maria da Penha e do Feminicídio. No entanto, apesar dos avanços, o país vive hoje uma epidemia de violência doméstica, visto que, ocupa o 5º lugar no Ranking Mundial de Violência Contra a Mulher. Essa colocação evidencia, que, a persistência dos atos violentos resulta, não da falta de legislação, mas da cultura do patriarcado e da proteção de vítimas.
Embora as leis de punição sejam rigorosas, a maioria das vítimas de feminicídio já haviam registrado boletim de ocorrência contra seus agressores. Dessa forma, fica nítido que há uma falha nos programas de proteção, haja vista que, embora o Brasil seja um país continental, existem apenas 74 abrigos destinados às vítimas de violência doméstica. Ademais, na maioria dos casos de denúncia, não é realizada a prisão preventiva do infrator, o que expõe a mulher a uma possível nova agressão.
Além disso, a maioria das agressões ocorrem devido o parceiro não aceitar o fim do relacionamento. Dessa maneira, o homem, embasado em um pensamento machista, não respeita a decisão da mulher e decide partir para a agressão. Essa mentalidade advém da cultura do patriarcado, na qual a mulher é vista como inferior ao homem e sua opinião é desconsiderada.
Fica claro, portanto, que o problema da persistência da violência contra a mulher está tanto na atuação do Estado quanto na mentalidade da sociedade. Dessa forma, cabe ao Ministério da Mulher ampliar o número de abrigos de proteção de vítimas, para evitar novas agressões ou até feminicídio. Além disso, as escolas podem criar minicursos e palestras com temáticas feministas para desconstruir o pensamento patriarcal nas futuras gerações. Assim, com essas medidas será possível que, no futuro, o Brasil se torne um país seguro para todas as mulheres.