ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 09/09/2020

Maria da Penha, farmacêutica,que sofreu  constantes agressões pelo marido ao longo do casamento até que 1983 seu cônjuge tentou matá-la com um tiro de espingarda e a deixou paraplégica. Porém, sua luta pela justiça  foi lembrada  na criação da Lei da Maria da Penha em 2006. Infelizmente, apesar das conquistas a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira é cada vez mais escancarada e desdobrada, visto que o número de  feminincídios aumentou 230% de 2000 a 2010. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da insuficiência do sistema judiciário e do receio de denunciar o agressor.

Em Primeiro Plano,é preciso atentar-se para impunidade presente pela falta de conclusão das casas, sendo que apenas 33,4% dos processos são julgados que tangem à violência contra mulher. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que ‘‘a injustiça num lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar ‘’. Desse Modo , tem-se como consequência a generalização da injusta e a prevalência do sentimento  de insegurança  dessas mulheres , pois seus atentadores contra  a sua seguridade estão libertos , assim permitindo que cometam mais violações físicas e verbais ou até o feminincídio, devido á demora da conclusão dos processos nas varas brasileiras, em que normalmente há apenas a prática do   boletim de ocorrência, sem o prosseguimento rápido necessário a fim de proteger a integridade da vítima.

Outro ponto relevante, é o medo de denunciar da vítima ou de pessoas ao redor . Sobre essa dilema , a série ‘‘Coisa mais linda’’ que decorre nos anos 60, mostra a personagem Lígia que é proibida de cantar pelo marido, até que uma noite ela abre o show no restaurante de sua amiga Malu  e é espancada pelo seu esposo  e esconde as marcas por sentir-se culpada em dominada devido às dificuldades pelo período histórico com o machismo extremamente acentuado. Esse é o caso de milhares de mulheres no Brasil ainda hoje , em que muitas vezes incriminam-se ou envergonham-se de denunciar o criminoso que normalmente está no ambiente doméstico, pelo receio do julgamento por parte de amigos e familiares.

Logo , medidas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o Ministério da Mulher , da Família e dos Direitos Humanos deve encaminhar um projeto de lei para Câmara dos Deputados que proponha a prioridade dos processos que envolvam violência contra mulher nas varas especializadas em Violência Doméstica e Familiar contra mulher através da parceria com secretarias estaduais e municípios . Tais ações são essenciais para somente assim frear a persistência da violência contra mulher na sociedade brasileira.