ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 09/09/2020

Através do trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade “ no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Nesse sentido, aborda que a sociedade ao longo do seu desenvolvimento encontra obstáculos em sua caminhada. Fora da citação, é fato como a realidade apresentada traz questões impactantes da vida social no século XXI, a saber: com sofrimento diário de mulheres que são abusadas e a falta de valorização dos grupos sociais que se tornam expectadores desta violência.

Em princípio, é considerável trazer o discurso do físico Edward Lorenz, em sua " teoria do caos", na qual são situações que por quaisquer mudanças em suas condições inicias podem apresentar resultados completamente diferentes no futuro. Nessa lógica, a persistente violência contra mulheres está em convergência ao pensamento do autor, visto que o abuso e desrespeito abordado por homens em grande parte dos casos visam deixar marcas nas vítimas pelo resto de suas vidas trazendo traumas físicos, quanto psicológicos. Desta forma, evidencia a causa inicial do problema que resulta em futuros negativos na forma da vítima se relacionar novamente com a sociedade.

Outrossim, é válido ressaltar que conforme São Tomás de Aquino, em sua parábola do “duplo efeito”, a qual explica em que uma ação, após efetuada, pode gerar consequências positivas e negativas. De maneira análoga, a desvalorização social dos indivíduos que estão próximos da vítima vai de encontro a perspectiva do pensador, dado que a maioria dos crimes não recebem o apoio necessário e nem ajuda institucional sendo apenas outro expectador a assistir. Com base nisso, implica em maior número de casos, pois a ação não tratada com os recursos necessários se transforma em práticas realizadas com maior frequência.

Portanto, fica evidente que tome providencias especulastes para uma construção eficaz da persistência na prática de violência contra mulheres no meio brasileiro. Para tanto, cabe ao Estado, que tem o poder de fiscalizar e regulamentar novos recursos, a reorganizar seus sistemas sobre a lei Maria da Penha, que atualmente tem perdido o poder sobre as mulheres, por meio de atividades que irão auxiliar vítimas a estarem seguras em locais públicos como dentro do próprio recinto familiar, a fim de manter a liberdade e a sanidade mental de muitas cicatrizes que o agressor responsável deixou. Para que, assim, o trecho do poeta Carlos Drummond, seja uma realidade diferente e transformada de muitas histórias sofridas pela violência brasileira.