ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 14/09/2020

Conforme Leandro Karnal, historiador brasileiro, a misoginia é o preconceito mais antigo e estrutural da humanidade. Por conseguinte, esse cenário de machismo resulta, entre outros problemas, na violência contra a mulher. Ademais, o Brasil está classificado, segundo o Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes, entre os países com piores índices educacionais, quadro que contribui para a manutenção de injustiças sociais, como o entendimento do sexo masculino ser superior ao feminino. Portanto, intervenções, com o objetivo de combater a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira, são necessárias.

Em primeiro plano, de acordo com Augusto Cury, escritor brasileiro, um preconceito precisa de horas para ser construído, mas séculos para ser desfeito. Desse modo, evidencia-se o pensamento de Cury na sociedade brasileira, dado que as violências por motivações de gênero permanecem até no século XXI. Agregado a isso, diante dos dados do Ministério da Economia, os recursos destinados à educação no Brasil mostram-se insuficientes às suas demandas, fato que dificulta aos professores ensinar da maneira ideal, e, assim, forma cidadãos despreparados para o convívio social.

Diante deste panorama de misoginia e baixo nível educacional no Brasil, a principal consequência é a persistência da violência contra a mulher, uma vez que esse preconceito possui raízes históricas e o ambiente educacional não conduz os alunos ao término do machismo. Além disso, as agressões à mulher podem ser físicas, mentais ou psicológicas, ou seja, o agressor pode afetar a vida da cidadã por longos períodos. Logo, medidas, a fim de reforçar ações contra a violência à mulher, são essenciais.

Em síntese, as escolas devem, por intermédio de sociólogos, realizar atividades que mostram aos alunos como é importante combater o machismo, atitude que forma indivíduos defensores da igualdade de gênero e, consequentemente, contrários à violência ao sexo feminino. Somado a isso, o Estado deve, por meio das delegacias, criar canais digitais de atendimento exclusivo às mulheres, ação que facilita as denuncias e dá o suporte ideal a quem foi agredida quanto aos seus possíveis traumas. Em conformidade com essas intervenções, a violência contra a mulher não tende a permanecer na sociedade brasileira.