ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 16/09/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual padroniza-se pela ausência de problemas. No entanto, no cenário brasileiro atual, percebe-se justamente o contrário quanto à questão da violência contra a mulher na sociedade brasileira. Nesse contexto, torna-se evidente como causa o silenciamento, tendo como consequência o aumento de mulheres assassinadas.
Em primeiro plano, cabe destacar a falta de debate como uma das principais causas da persistência da violência. Segundo Habermas, a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como o da violência contra a mulher seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, observa-se uma lacuna no que se refere a essa questão, uma que esse tema é pouco debatido tanto nos principais meios de comunicação, quanto no ambiente escolar. Assim, trazer à pauta esse tema de debatê-lo amplamente será fundamental para reduzir os índices de violência contra a mulher.
Em consequência disso, surge a questão do aumento de mulheres assassinadas, que intensifica a gravidade do problema. De acordo com uma pesquisa realizada pelo site Mapa da Violência, quase 45 mil mulheres foram assassinadas no Brasil na última década. Nesse prisma, nota-se que a violência contra a mulher não se restringe apenas a violência física ou moral, podendo ser violência psicológica e sexual, levando as mulheres, na maioria das vezes, a óbito. Nesse viés, percebe-se que a persistência da violência contra a mulher é uma das principais causas do aumento dos índices de feminicídio.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam rodas de conversa e debate no ambiente escolar sobre a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença de professores e especialistas no assunto. Além disso, tais eventos não devem ser limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam as causas responsáveis pela persistência da violência contra a mulher e se tornem cidadãos que procuram amenizar a questão.