ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 29/09/2020
Na história, as relações familiares, em sua maioria, eram patriarcais, tendo o homem como centro e “superior” aos demais membros, e a mulher em segundo plano, subordinada a ele, a qual muitas vezes era oprimida e violentada. Porém, mesmo com o passar dos anos, essa visão patriarcal continua presente na sociedade, sendo visto nos inúmeros casos de violência contra a mulher, normalmente, no ambiente doméstico. Essa triste realidade é o resultado das leis fracas e da falta de apoio às vítimas.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que apesar da existência de leis que protegem a mulher, como a Maria da Penha, elas acabam por serem falhas e deixam inúmeros crimes impunes. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, de todos os 330 mil processos instaurados, apenas 33,4% deles foram julgados. Isso demonstra a incapacidade por parte da justiça de garantir de forma plena os direitos das mulheres e sua proteção, assim, deixando-as suscetíveis a novas agressões.
Em segundo lugar, é válido salientar que grande parte dos casos de violência contra mulher, o agressor possui algum tipo de relação com a vítima. Segundo o Instituto Patrícia Galvão, 54% dos brasileiros conhecem uma mulher que foi agredida por um parceiro, o que deixa evidente que é um crime recorrente, e para muitos algo normal. Portanto, é necessário o encorajamento dessas vítimas para denunciarem qualquer tipo de violência, seja verbal, física ou psicológica, para que assim novos eventos sejam evitados.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar essa problemática. Para tanto, é dever da mídia, por meio de campanhas, informar sobre os meios de denúncia e os canais de apoio, para que assim ao sofrerem qualquer tipo de violência as mulheres saibam ao que recorrer e onde podem ser acolhidas. Também é dever do Governo garantir o cumprimento das leis, para que a população feminina se sinta segura. Desse modo será possível diminuir os casos de violência contra a mulher, a herança do patriarcado