ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 06/10/2020
De acordo com Aristóteles, “A base da sociedade é a justiça”. Entretanto, o contexto do Brasil no século XXI contraria-o, uma vez que, a persistência da violência contra a mulher demonstra-se como uma questão de injustiça, o que desestrutura a base da sociedade brasileira. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como principais causas: a agressão doméstica e o feminicídio.
Em primeiro lugar, é notório que mesmo com a aplicação da Lei Maria da Penha, as mulheres são agredidas constantemente por seus companheiros. Com base no infográfico produzido pelo Conselho Nacional de Justiça, sete em cada dez vítimas que telefonaram para o “Ligue 180” afirmaram ter sido violentadas pelos companheiros. Sendo assim, a agressão doméstica é de longe a mais praticada no Brasil, aumentando a insegurança feminina em sua vida pessoal.
Em segundo lugar, outro fator do tema abordado é o feminicídio, que assombra a sociedade brasileira drasticamente. Conforme diz o site “Mapa da Violência”, nos 30 anos decorridos entre 1980 e 2010 foram assassinadas no país acima de 92 mil mulheres, 43,7 mil só na última década. Esses dados representam a falta de segurança no país, que necessita de um basta no feminicídio.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para superar o impasse. Para que o conceito de Aristóteles seja mantido e a justiça seja feita, é imprescindível que o Estado, por meio do diálogo entre os três poderes, crie leis mais eficientes para o aprisionamento dos agressores de mulheres na sociedade, além de, por meio de ações voluntárias, fornecer ajuda e os cuidados necessários para com a vítima de agressão. Por fim, é importante que os homens tomem consciência de suas atitudes, caso contrário, sofrerão a enorme consequência de seus atos na prisão.