ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 06/10/2020

Barão de Itaráe, um dos propulsores do jornalismo alternativo durante a ditadura no País estava certo ao dizer: “O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós.” Nesse sentido a persistência da violência mulher se torna um empecilho na sociedade. Dessa forma, é notório que não só a persistência de uma cultura machista, mas também a negligência de setores governamentais a proteção das mulheres, tornando obsoleto o desenvolvimento do Pindorama.

Precipuamente, é fulcral postular que a persistência da cultura machista se torna uma adversidade para as mulheres. Segundo Tomas Hobbes, o Estado deve manter o bem estar social da população, entretanto isso não ocorre na República Federativa do Brasil. Nesse contexto pela conservação de uma sociedade machista desde os tempos antigos, mulheres são violentadas por companheiros, irmãos e pais por serem consideradas um sexo frágil, sendo obrigadas a submissão aos homens. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postural estatal de forma urgente.

Ademais, a negligência de setores governamentais, pode ser apontada como um promotor do obstáculo. Segundo o Mapa Violência nos 30 anos decorridos entre 1980 e 2010 foram assassinadas no país acima de 92 mil mulheres, 43,7 mil só na última década. O número de mortes nesse período passou de 1.353 para 4.465, que representa um aumento de 230%, mais que triplicando o quantitativo de mulheres vítimas de assassinato no país. Logo, é evidente que o feminicídio é um grande problema na nação, mas é existe um menosprezo por parte da presidência, visto que o número de mortes passa de 100% em menos de 30 anos.

Portanto, medidas públicas são necessárias. Assim o governo, deve criar um recurso de proteção á essas mulheres que sofrem agressão, podendo seguir suas vidas longe de seus agressores, e que essas vitimas recebem um auxílio até que estejam preparadas para volta a sociedade sem riscos psicológicos. Nesse contexto, tirando as pedras do caminho, construir-se-á uma nação mais democrática.