ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 11/10/2020

A criação da lei maria da penha foi motivada devido à grande quantidade de crimes relacionados à violência de homens e, principalmente, de mulheres que ocorreram ao longo dos anos. No entanto, apesar da lei cumprir seu papel na sociedade, a violência contra a mulher ainda persiste na sociedade brasileira. Nesse contexto, é fundamental salientar que a agressão contra as mulheres é um desafio para o país, visto que acarreta inúmeras consequências negativas para as vítimas que podem ser intensificadas se estas não denunciarem seus agressores.

Em primeiro plano, é preciso compreender o que é feminicídio e suas principais causas. Esse termo refere-se ao ato de matar uma mulher por ela ser uma mulher e ele ocorre, muitas vezes, por meio de violência física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. Segundo dados disponibilizados no site mapa da violência, em 2012, cerca de 43,7 mil mulheres foram assassinadas entre 2000 e 2010. Ademais, a sociedade brasileira foi marcada por um intenso patriarcalismo, na qual o papel da mulher não possuía ênfase assim como o dos homens, o que ocasionou um sentimento de autoridade que inclui bater, maltratar, mandar, abusar e até matar a mulher.

Sob essa perspectiva, inúmeras mulheres são vítimas de violência diariamente, porém é válido destacar que nem todas denunciam seus companheiros. Isso corre, por exemplo, por elas serem constantemente ameaçadas, pela sensação de que irá “destruir” sua família principalmente quando possuem filhos, por dependerem financeiramente de seus maridos e acharem que não são capazes de se sustentarem sozinhas entre outros casos. Outrossim, baseando-se nos pensamentos de Jean-Paul Sartre, o qual diz que a violência, seja qual for seu motivo, sempre será uma derrota elucida os casos de crimes contra as mulheres, visto que essas enfrentarão caladas inúmeras agressões de seus parceiros, as quais resultarão em traumas que poderão ser lembrados durante toda a vida da vítima.               Portanto, garantir a segurança da mulher é um desafio para o país que requer políticas públicas. Para tanto, cabe ao governo, por intermédio das Secretarias de Políticas para as Mulheres, criar métodos que passem mais segurança à mulher na hora da denúncia, com a contratação de funcionários capacitados que deem a devida atenção e apoio para elas, a fim de garantir a sua proteção. Além disso, a mídia, por meio de verbas governamentais, deve elaborar campanhas e palestras tanto nas televisões, jornais e revistas quanto nas redes sociais, com relatos de casos e possíveis meios de denúncia, no intuito de influenciar não só as vítimas, mas também as pessoas próximas que estão cientes das violências a denunciarem. Somente assim, será possível aumentar o número de denúncias e combater, cada dia mais, os agressores.