ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 22/10/2020

As mulheres ao longo da humanidade se viram em condições de submissão aos homens, historicamente, desde a antiguidade elas viviam em função de realizar obrigações domésticas. O mundo contemporâneo foi acompanhado de algumas conquistas, como a escolaridade feminina, a inserção da mulher no mercado de trabalho, o direito ao voto, e apesar desses avanços, parte da sociedade brasileira ainda persiste em violentar mulheres. Tal situação é oriunda de uma cultura machista, e diante disso  é necessário que o Governo combata esse problema.

Em uma primeira perspectiva, destaca-se a impunidade dos crimes cometidos contra mulheres, apesar da existência de leis como Feminicídio e Maria da Penha, a justiça no país ainda é lenta e os agressores se confiam nessa lentidão. Ademais, outro fator que intensifica essa situação é o machismo e a sociedade patriarcal enraizada na cultura brasileira, o livro “O segundo sexo”, da socióloga Simone Beauvoir, retrata a opressão feminina no século XX, que se reflete no atual cenário violento brasileiro.

Em uma segunda perspectiva, como efeitos negativos destaca-se o trauma e os transtornos deixados nessas vítimas e em toda sua família, afinal não só a mulher sofre com a violência, mais filhos e as pessoas que com ela convivem. Tal situação, pode ser constatada por uma pesquisa do FBSP (Fórum Brasileiro de segurança pública) que confirma que 42% dos casos de violência contra mulher ocorre no ambiente doméstico, prejudicando toda a família da vítima.

Diante do que foi exposto, visando acelerar os julgamentos de crimes cometidos contra mulheres, é necessário que o Poder Judiciário crie um Fórum especial que julgue crimes de feminicídio e violência de qualquer tipo, por meio de profissionais mais especializados nessas causas. Somando-se a isso, com intuito de erradicar a cultura machista, é imprescindível que o Poder legislativo crie uma lei que combata qualquer ato de discriminação ou preconceito contra o gênero feminino, por meio de disk denúncias e órgãos que visem amparar as brasileiras vítimas.