ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 30/10/2020

A Constituição de 1988 garante o direito à vida e à liberdade. No entanto, a realidade da mulher brasileira se contrapõe a essa perspectiva devido à persistência da violência contra as mulheres em decorrência da impunidade das leis e do estigma atribuído à figura feminina no decorrer da história.

Em primeira análise, a ineficácia das leis tem colocado em risco a vida de várias mulheres. Sob esse viés, segundo a filósofa Hannah Arendt, a banalização do mal tornou a violência algo comum à sociedade. Assim, essa ‘’normalização’’ contribui de forma negativa o cessar do feminicídio e de atos violentos, pois tais ações passaram a serem vistas como algo do cotidiano que continuará a acontecer. Dessa forma, leis mais rígidas e punitivas diminuiriam essa ideia de que ‘‘vale a pena matar’’, levando em consideração que as leis não acompanharam a persistência e atrocidade dos crimes.

Outrossim, o passado das mulheres, durante a história, criou alguns estigmas. Nesse contexto, o machismo - estrutural, enraizado no país - desde épocas em que as mulheres não podiam votar e havia supremacia masculina tem contribuído para o sofrimento das mulheres, mesmo após anos. Desse modo, alguns homens continuam a perpetuar esse aspecto do passado, por continuarem a atribuir certo valor de inferioridade à elas, tornando-as meros objetos.

Portanto, para que haja a diminuição da persistência do sexismo, medidas devem ser tomadas. Com efeito, urge que o Ministério da Educação - órgão máximo de acesso e divulgação de conhecimento - crie, por meio de verbas governamentais, palestras em escolas - de cunho elucidativo - acerca do respeito às mulheres e dos direitos sociais do ser humano. Ademais, o Poder legislativo deve tornas as leis mais rígidas, para que, desse modo, a Constituição brasileira funciona em sua plenitude.