ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 01/11/2020

A violência contra a mulher no Brasil ainda apresenta índices relevantes nos últimos anos. De acordo com um artigo publicado pela BBC News em 2019, cerca de 1,6 milhão de mulheres foram agredidas ou sofreram tentativa de estrangulamento no Brasil. Dentre os casos, 42% ocorreram no ambiente doméstico e mais da metade das vítimas não denunciou o agressor ou procurou ajuda.

Devido ao estigma machista que é transparecido na sociedade desde os tempos remotos, a mulher foi rotulada como inferior ao gênero masculino. Essa ideologia está presente principalmente em âmbitos trabalhistas, escolas e até mesmo nos lares, uma das piores circunstâncias, já que a naturalização do machismo é ensinada desde o princípio.

Todavia, a implantação da Lei Maria da Penha foi essencial para o encorajamento feminino. Apesar das ineficiências dos processos, já que apenas 33% dos casos denunciados são levados ao tribunal, a mulher ganhou espaço para se posicionar, exemplificando, o grande sucesso do feminismo nos dias atuais.

Em suma, é fundamental a criação de métodos para amenizar ou lapidar todo tipo de violência feminina. Inicialmente, ONG’s e escolas devem promover palestras e debates vinculados às disciplinas de Sociologia, História e Filosofia, a fim de desconstruir conceitos antifeministas. Posteriormente, o Governo, como represente máximo da população, precisa aperfeiçoar os métodos de assistência e eficiência nas delegacias da mulher, além da ascensão de abrigos para a proteção e apoio para com as vítimas.