ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 17/11/2020
Enraizamento da cultura machista trouxe inúmeras consequências negativas para a sociedade. Uma delas é a persistência da violência contra mulher na sociedade brasileira. Isso porque, mesmo sendo assegurado na lei Maria da Penha, a qual coíbe a violência contra a mulher, essa garantia vem sendo constantemente violada devido à negligência estatal, que causa a impunidade dos agressores, bem como aos hábitos culturais da sociedade em tratar de forma natural essa problemática. Logo, são necessárias ações compartilhadas entre poder público e sociedade para reverter esse quadro.
Diante disso, existem inúmeras causas que contribuem para a manutenção dessa realidade. Uma delas é a morosidade da Justiça, que trata com pouca prioridade as causas dessa natureza. Comprovando isso, de acordo com a revista “Isto é”, entre os anos de 2006 e 2011, apenas um terço dos processos envolvendo estes casos foram julgados, evidenciando a pouca importância dada pelo Estado e interesse dele em punir os agressores e criar uma sociedade mais justa em busca da igualdade de direitos.
Com isso, são geradas em inúmeras consequências que ferem o bem-estar social. Segundo a revista “Isto é”, 70% das vítimas são agredidas pelos próprios companheiros. Dessa forma, o constante contato com agressor pode causar graves problemas a sua saúde psicológica. Segundo o filósofo Rousseau, o homem é fruto do meio em que vive. De maneira análoga, ao presenciar essas constantes agressões, é formada, no intelecto dos filhos, a ideia de que agredir mulheres é normal, fazendo-o tratar de forma Imparcial e, dessa forma, é garantida à sociedade uma nova geração de agressores, tornando mais difícil a solução dessa adversidade.
Perante os fatos supracitados, evidencia-se uma imediata intervenção para essa complicação. Para tanto, o Estado deve, por intermédio do Poder Legislativo, reformular as leis a fim de torná-las mais rigorosas, para que ações dessa natureza sejam coibidas. Além disso, esse mesmo agente deve, mediante o Poder Executivo, aumentar as fiscalizações em locais propícios a essas violações para reprimir os infratores. Outra solução seria a mídia, com auxílio das redes sociais, transmitir campanhas publicitárias estimulando as agredidas a denunciarem os casos para que as autoridades tomem as providências cabíveis. Dessa forma, essa mazela será mudada e superada.