ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 20/11/2020
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é descrita uma sociedade perfeita, livre de conflitos e problemas. No entanto, isso não se reflete no Brasil, uma vez que a violência contra a mulher representa uma barreira. Esse contraste é fruto tanto da da falta de empatia das pessoas, quanto do meio em que elas se desenvolvem.
Em primeira análise, vale destacar que uma causa massiva da persistência da agressividade contra a mulher é o pensamento individualista. A respeito disso, o sociólogo Zygmount Bauman afirma que, a sociedade contemporânea está pautada no pensamento individual. Assim sendo, fica claro que, muitas das pessoas que cometem esse tipo de crime, não tem empatia, visto que ela está agredindo o outro, coisa que certamente ninguém quer para si mesmo.
Ademais, vale acrescentar outro grande motivo para que esse tipo de comportamento agressivo se mantenha é devido ao meio e conceitos adquiridos, principalmente, durante sua infância. Nesse contexto, o pensador Pierre Bourdieu relata que os comportamentos, hábitos e personalidades de uma pessoa é definida de acordo como o nicho em que uma pessoa convive. Consequentemente, as ações de um indivíduo estão completamente ligada aos costumes e tradições de onde ele foi criado, além do convívio atual.
Dessa forma, medidas cabíveis são essenciais para conter o avanço dessa problemática no Brasil. Logo, o Ministério da Educação, juntamente com o da Segurança devem adicionar uma nova matéria ao currículo escolar, por meio de um projeto de lei envidado para a Câmara dos Deputados, a qual discutirá o convívio dos alunos, ensinando-os desde cedo a pensar no próximo. Essa medida tem como finalidade inibir a violência contra a mulher e ao próximo.