ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 24/11/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é representada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela falta de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto que o autor prega, uma vez que a persistência da violência contra a mulher apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário contraditório é resultado tanto da negligência do governo, quanto do apelo das mídias sociais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Convém ressaltar, a princípio, que a violência contra a mulher deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que se refere à criação de mecanismos que impeçam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir a segurança da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, mulheres de todas as idades são silenciadas e acabam sendo vítimas constantes dessa barbaridade. Desse modo, faz-se necessário a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é inegável evidenciar a influência midiática como promotora dessa crueldade. De acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia, não deve ser convertido em mecanismos de opressão. Diante de tal contexto, pode-se verificar que a mídia, em vez de promover debates que elevam o nível de informação da população, influencia na consolidação dessa violência. Em vista disso, torna-se essencial a reforma de tal corrente de comunicação, tendo em vista sua determinância nessa esfera.

Portanto, para acabar com a violência contra a mulher, medidas precisam ser tomadas. O Ministério da Segurança Pública deve livrar essas mulheres dessa brutalidade por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve contar que, todas as mulheres que relatam serem vítimas desse tipo de agressão e tiverem provas, terão seus casos tratados como prioridade, com a finalidade de acabar com essa recorrência de violência. Dessa forma, a barreira que impede a concretização dos planos de More será rompida.