ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 07/12/2020
Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a persistência da violência contra mulher, apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. esse cenário antagônico é fruto, tanto da falta de campanhas socioeducativas, quanto da ausência de medidas governamentais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Em primeiro plano, é importante pontuar que a falta de campanhas socioeducativas deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não acontece no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, que não proporcionam aos indivíduos palestras sobre o assunto abordado e isto afeta negativamente ás mulheres. Um exemplo disso é que, segundo o site Mapa da Violência, entre os anos 1980 e 2010, foram mortas no Brasil 92 mil mulheres, isto reforça ainda mais a persistência junto com a aumento desse impasse. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a negligência governamental como promotor do problema. De acordo com o jornal da Globo, as violências contra o sexo feminino juntamente com o feminicídio estar crescendo de forma grandiosa no país, e reforça que os principais acusados são os maridos e namorados das vitimas, o que comprova este fato é que, de 7 a cada 10 mulheres violentadas afirmaram ter sido agredida pelos companheiros, partindo desse pressuposto , isto acontece porque o Governo não investe em leis mais severas para os agressores. Tudo isso, retarda a resolução do empecilho, já que a insuficiência do agente exposto, contribui para a perpetuação desse quadro.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar os desafios sobre o impasse mencionado, necessita-se de forma urgente que o Tribunal das Contas da União, direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação (MEC), será revertido em palestras educativas, através de aulas inseridas na sociedade, as aulas devem ser debatidas por professores e psicólogos que ensinem como identificar uma violência, junto com a distribuição de panfletos com números para denúncias nas ruas e nas escolas. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da persistência da violência contra a mulher, e a coletividade alcançará a Utopia de More.