ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 14/12/2020

Para o filósofo São Tomás de Aquino, todos os cidadãos devem ser tratados com a mesma importância. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, uma vez que a persistência da violência contra mulher impede que isso ocora na prática. Nesse Contexto, é lícito afirmar que a ausência de medidas estatais e a ineficácia das leis contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.

É importante ressaltar, em primeiro lugar, a ausência de ações governamentais para solucionar o impasse. Segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. No entanto, isso não é efetivado no país, devido à má atuação estatal, que não interfere, por meio de políticas públicas, para conbater as agressões sofridas pelas mulheres. Consequentemente, esse público continua sendo sendo desrespeitado, tendo seus direitos feridos. Logo é fulcral a mudança desse quadro.

Outrossim, a ineficácia legislativa corrobora a questão. De acordo com a Lei Maria da Penha, é crime contra mulher toda ação ou omissão baseada no gênero que cause a morte. No entanto, a legislação não tem sido suficiênte para conbater a violência contra mulher na sociedade brasileira. Dessa forma, verifica-se a necessidade de políticas  públicas suficientemente efetivas que ajam na base cultural do problema e conbatam tais atos criminosos.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar o problema. Cabe ao Governo, por meio de verbas governamentais, promover ações para conbater a violência contra mulher, como palestras e rodas de conversa em comunidades de todo país com a participação da população e profissionais da área. Tal projeto deverá focar, principalmente, na conscientização e valorização do papel da mulher na sociedade e no conhecimento das leis para que essas sejam cumpridas. Somente assim, todos os indivíduos seram tratados com a mesma importância.