ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 15/12/2020

Machismo à brasileira

Segundo Thomas Hobbes, deve-se haver um contexto social, administrado pelo Governo, para evitar o caos social. No entanto, a violência contra a mulher no Brasil ainda permanece como um marco negativo em nossa sociedade. Embora exista mudanças na lei brasileira,tais cidadãs ainda sofrem, tanto pelo pensamento que as inferiorizam, como também pela violência física e abusos morais acometidos a elas.

Conquanto que exista igualdade de gênero garantida pela Carta Magna brasileira,  ainda há um preconceito contra o sexo feminino por parcela da população nacional. Isso ocorre porque, no passado, as mulheres não possuíam direito ao ensino, ao voto e nem a empregos, visto que, essas brasileiras eram tratadas como inferiores. Por conta desse pensamento retrógrado, hoje, existe uma marca social desse preconceito que é o machismo, presente ainda em nosso cotidiano. Desse modo, muitas cidadãs são coagidas a situações degradantes, como assédios em seus locais laborais, mas essas tendem à possuir receio em reclamar por medo de não serem ouvidas ou serem taxadas por histéricas.

Outrossim, as mulheres, diversas vezes, são vítimas de violências físicas e abusos morais. Esse fato acontece porque há uma coisificação do sexo feminimo em nossa sociedade, muito por conta do excesso de erotização em propagandas, tais como as de comerciais de bebidas alcoólicas, relacionando o corpo femino tal como um objeto a ser exposto. Outro ponto é a coerção social vivida por algumas mulheres pelos seus cônjuges, que tendem a possuir uma errada relação de domínio sobre as suas companheiras, tratando-as na ótica do medo e, por numerosas vezes, em agressões físicas. Com isso, muitas cidadãs, ou por serem desinformadas dos seus direitos -garantidos pela Constituição Federal de 1988, e pela Lei Maria da Penha- ou por temerem por suas vidas, não denunciam seus agressores e continua, assim, um ciclo de opressão e medo, caso não haja uma denúncia e soluções efetivas para frear esse grave problema.

É indubitável, portanto, que medidas sejam tomadas para enfrentar esse problema que é contínuo, mesmo com a criação de uma Lei tão importante, como a Lei Maria da Penha. Deve-se, desse modo, por parte do Ministério da Educação, investimentos em ONG’s- que trabalhem voltados à causas femininas- que ministrem palestras sobre a importância da igualdade  de gênero, essas aulas feitas em redes de Ensino, tanto públido, quanto particular, para que, a longo prazo, diminua a mentalidade do machismo. Outra medida imperativa é a remodelação de Centros para Mulheres, criadas pelo Ministério da Segurança Pública, assim, haverá locais para cidadãs vítimas de agressões físicas viverem longe de seus agressores e, então, haverá uma harmonia Hobbesiana, no Brasil atual.