ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 20/12/2020

Mesmo em pleno século XXI, as agressões  contra a mulher na sociedade brasileira continuam existindo. De acordo com dados divulgados pelo Mapa da Violência, entre 1980 e 2010, cerca de 92 mil mulheres foram assassinadas no país. Diante disso, percebe-se que tal cenário persiste não só por estar ligado a questões históricas mas também pela negligência estatal.

A princípio, convém ressaltar que a persistência da violência contra o sexo feminino está atrelada a questões históricas. Durante o Período Colonial, por exemplo, no desenvolvimento da atividade açucareira, a sociedade era patriarcal, na qual as mulheres eram reservadas às funções domésticas e à procriação. De maneira semelhante, vê-se que esse pensamento machista ainda faz parte do cotidiano de muitas brasileiras, o que corrobora para a inferiorização e, consequentemente, a violência contra elas. Assim, fica evidente que o legado histórico do Brasil tem influência na permanência do problema.

Ademais, merece destaque o papel que a negligência do Estado frente à legislação federal tem na perpetuação da problemática. Segundo a Constituição de 1988, todos os indivíduos são iguais perante a lei, sendo assegurados a eles o direito à vida, à segurança e à igualdade. Todavia, o governo brasileiro, ao não garantir a proteção às vítimas de violência doméstica, por exemplo, fere todos esses direitos. Sendo assim, é fundamental que o poder público se engaje no combate às agressões contra as mulheres.

Destarte, urge amenizar os atos agressivos contra as mulheres no Brasil. Para tanto, o governo federal, por meio de investimentos na área educacional e campanhas nas redes sociais, deve combater a mentalidade patriarcal enraizada no meio social brasileiro, a fim de reduzir as influências históricas que inferiorizam o sexo feminino. A partir disso, construir-se-ia uma sociedade igualitária e tolerante, o que diminuiria os indíces de violência contra a mulher.