ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 22/12/2020

Ainda no limiar no século XXI, ainda que as mulheres tenham conquistado diversos direitos por meio de sua luta, a desigualdade de gênero, violência e preconceito ainda persistem no Brasil. Isso se dá em virtude de uma cultura marcada pelo patriarcalismo e machismo, como também ao desamparo e descaso estatal.

A priori, a ideia de inferioridade e submissão feminina afeta sua saúde física e mental, bem como sua dignidade. Assim, de acordo com a socióloga Margareth Mead, os papéis sociais são criações culturais, visto que desde civilizações primitivas o papel do homem era der o provedor da casa, enquanto o da mulher era restrito à esfera privada, como cuidar dos filhos e da casa, isso devido a crença no ser maternal e de sexo frágil. Sendo assim, é a partir dessa ideia errônea de dominação e superioridade masculina que origina os diversos tipos de violência contra a mulher.               Outrossim, é importante ressaltar que as leis não são suficientes para cessar com esse cenário caso o estado não dê amparo a todo sistema vigente. Leis como Maria da Penha e feminicidio foram uma importante conquista e avanço referente aos direitos femininos. Contudo, a rede de proteção estatal se mostra ineficiente na falta de suporte a vítima, que por descrédito preferem ficar em silêncio a denunciar o ato, como também o moroso processo judiciário que acaba gerando sentimento de impunidade dos agressores.

Destarte, é de extrema importância o combate à persistência da violência contra a mulher. Conquanto, urge que o estado, como órgão responsável em manter o bem estar social, invista, por meio de recursos financeiros, na qualificação de profissionais, centros de acolhimento a mulher, bem como na  manutenção da fiscalização para punição devida aos agressores. Tudo isso a fim de garantir todos os direitos previstos em leis, como também, a dignidade das mulheres, dando fim na cultura patriarcal e machista.