ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 02/01/2021

Durante a Alta Idade Média, muitas mulheres sofreram atos de crueldade perante, em grande parte, à Igreja Católica. Em resumo, essas mulheres eram aquelas que evitavam seguir valores morais, dos quais eram impostos pelas igrejas. No entanto, essa cultura misógina já existia muito antes da Idade Média. Por exemplo, na Grécia Antiga, em Atenas, as mulheres não tinham direitos políticos e essa condição também era dada para escravos e estrangeiros, ou seja, eram bem discriminadas. Em síntese, essa misoginia, que é proveniente de um machismo estrutural, é algo recorrente na sociedade (como num todo) há séculos e deve ser combatida, principalmente no Brasil.

Em primeiro lugar, vale ressaltar alguns exemplo. No caso, o Brasil, segundos órgãos especializados em informações sobre femínicidio, é um dos países que mais assassina mulheres no geral. Ainda sobre esses dados, os motivos desses abusos e dessas agressões são oriundos dessa cultura discriminatória contra as mulheres, tais como: sensação de domínio sobre as mulheres, a recusa sobre términos de relacionamentos ou até mesmo ações/comportamentos mais simples das mulheres como usar uma roupa que o marido/namorado não goste e etc. Diante desse cenário, o Brasil (e vários outros países também) precisa passar urgentemente por uma reeducação em relação a atos comportamentais para que, assim, esses tipos de violência sejam, no mínimo, minimizado.

Entretanto, há um outro aspecto que deve ser mencionado também, o medo das possíveis futuras vítimas de agirem contra essa categoria de genocídio. Pensando nisso, é sabido que muitas mulheres se sentem tão ameaçadas que acaba acarretando num medo, que permite elas viverem numa relação ou situação infeliz. Inclusive, esse tipo de agressão e outros podem gerar consequências na sanidade mental dessas mulheres, como depressão, ansiedade e crise de pânico, isso é, dependendo do caso e da gravidade. Então, essas mulheres, infelizmente, também precisam ser educadas para que consigam saber o que fazer nessas situações de medo.

Portanto, medidas são necessárias para que a violência, não apenas física, contra a mulher seja minimizada. Com isso, o governo, por meio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH) juntamente com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, deve fornecer uma melhor capacitação para profissionais da segurança, como delegados e juízes para que esses tomem as melhores providências em casos ligados à violência contra as mulheres. Além disso, o MDH juntamente com o Ministério da Educação e o Ministério das Comunicações devem fornecer acesso à informação para essas mulheres, que são vítimas em potencial, isso é, fornecendo informações necessárias para que elas consigam denunciar ainda mais suas respectivas situações de abusos.