ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 29/12/2020
Cultura rudimentar
Apesar de a sociedade ter evoluído bastante ao longo dos anos, ainda tem-se muitos dos resquícios da velha comunidade escravista e patriarcal do período canavieiro. O homem, o “Senhor do engenho”, tem a posse dos bens e pessoas, inclusive sobre o seu próprio bem-estar e das mulheres também. Consequente e infelizmente, elas ainda são vítimas de abusos físicos, psicológicos e sexuais.
Diante desse cenário, a mulher pode ser namorada, noiva, esposa, filha, tanto faz, antes de tudo, ela é vítima do machismo tradicionalmente negligenciado pela sociedade com pequenas ações, como culpar a maneira da mulher se vestir em casos de assédio sexual; se omitir propositalmente a denunciar violência doméstica; isso piora muito a situação.
Porém, nem todo abuso causará marcas, flagrantes de corpo delito; o controle do abusador, por meio da ameaça e do assédio moral contra a vítima são a melhor forma de manter um terror psicológico para obtenção e manutenção de relações sexuais.
Conclui-se que, diante do apresentado, a sociedade ainda mantém muitos aspectos do antigo Brasil Colonial, como o patriarcalismo e a figura do “Homem bom”, o senhor, provedor do engenho, responsável e dono do que houver dentro da sua propriedade. Apesar de haver mais meios de denúncia exclusivos, como o “Ligue 180”, a sociedade ainda hesita em agir. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), houvera menos de 1600 prisões preventivas no país entre 2006 e 2011; um número bastante pequeno para um país de mais de 200 milhões de habitantes.