ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 05/01/2021

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Constituição Universal dos Direitos Humanos prevê segurança e bem-estar social para todas as pessoas. Entretanto, a violência contra a mulher impossibilita que essa parcela da população usufrua desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que levam a esse cenário e, deste modo, encontrar soluções para essa problemática.

Primeiramente, a educação é a base para uma sociedade combatente nas desigualdades e violência. Nesse contexto, segundo o professor brasileiro Paulo Freire, a educação é a única capaz de mudar as pessoas e, deste modo, estas serão capazes de mudar o mundo. Portanto, não é difícil compreender o porquê de mais de 92 mil mulheres terem sido assassinadas entre 1980 e 2010, como exposto pelo mapa da violência de 2012, já que este país apresenta baixos índices educacionais. Corroborando este fato, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, revelou que o Brasil ocupa posições abaixo da 55ª posição nas avaliações realizadas. Diante do exposto, torna-se indispensável que haja mudanças na educação brasileira para que esse cenário de violência seja alterado.

Em segundo lugar, deve-se considerar o machismo como impulsionador dessa mazela social. De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional, mais de 2500 homens foram punidos pela Lei Maria da Penha, enquanto aproximadamente 60 mulheres foram enquadradas no mesmo crime, no final de 2010. Essa discrepância é o reflexo do machismo que permeia a sociedade e que coloca a mulher como um ser inferior ao homem tornando-a submissa e, consequentemente, mais propícia a sofrer todo tipo de violência. Logo, o machismo deve ser combatido para que o bem-estar das mulheres seja melhor garantido.

É necessário, portanto, que medidas sejam realizadas para reduzir o índice de violência contra a mulher no Brasil. Para isso, as Secretárias de Educação estaduais e municipais em parceria com o Ministério da Educação devem implementar na disciplina de História do Ensino Fundamental, um projeto que discuta sobre a violência contra a mulher. Este deve ser realizado por meio de palestras e dinâmicas de grupo que discutam sobre o machismo e a importância da educação para modificar esse cenário. Essas medidas irão conscientizar os jovens desde a base educacional e promoverá um bem-estar social para uma maior parcela da população feminina que sofrem com a violência.