ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 05/01/2021

Na antiga sociedade de Atenas, as mulheres eram tratadas tanto como um objeto que satisfazia os desejos sexuais do marido, quanto para exercer práticas domésticas incluindo cuidar dos filhos. Com essa analogia, é perceptível ainda a existência de traços desta sociedade hodiernamente, mas não é um fator deixado de lado pelas mulheres, pois muitas não ficam caladas e lutam por seus direitos nesta atual sociedade ainda machista. Nesse contexto, a cultura cultivada historicamente e pela ausência de denúncia devem ser analisados como potenciadores do impasse em questão.

Em primeiro lugar, é valido reconhecer como a cultura historicamente cultivada é capaz de limitar a própria cidadania feminina. Sob esse viés, pode ser observado que a luta da mulher se tem ganhado muita força no último século. Porém, a cultura machista é notória em todas as sociedades, pois culturalmente o homem sempre exerceu os mais prestigiados dos cargos que a sociedade distribui- como cargos políticos, religiosos e trabalhistas- e ainda constata-se bastante que tais papeis, sobretudo, são fatores que podem ser exercido por ambos sexos, todavia na hodiernidade as mulheres vêm lutado bastante por todos esses direitos que elas nunca obtiveram.

Em segundo lugar, vale salientar como a ausência de denúncias gera um grande impacto sob tal circunstância social. Do mesmo modo, quando alguns casos são analisados, nota-se que muitas das mulheres agredidas -independente de qual seja o tipo de agressão- não operam as denúncias, e isso dificulta a operação da justiça para atuar em tais casos. Entretanto, é perceptível que a Lei Maria da Penha não possui toda sua força, pois a carência de denúncias se dá por meio do medo de que seus parceiros operem algo contra elas ou algum ente querido ou por depender financeiramente deles, já que diversos homens não permitem que suas esposas trabalhem e tenha só o trabalho de cuidar da casa.

Em síntese, a fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de certos agentes implicados na violência contra a mulher. Portanto, o governo federal deve disponibilizar uma central de apoio psicológico, financeiro e físico por intermédio de ong´s e de publicidade para que a Lei Maria da Penha tenha seu legítimo vigor e reverta o quadro, para que não seja igual na antiga sociedade de Atenas que as mulheres não podia reclamá-las e nem detinham de nenhuma ferramentas para defende-las.