ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 14/01/2021
No Brasil contemporâneo, a persistência da violência contra a mulher ainda é analisada como um grave problema. Isso se deve, sobretudo, ao aumento do número de feminicídios no país e a dificuldade do Estado em controlar os atos de violência na sociedade. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.
Em primeiro lugar, um fator que demonstra a persistência da violência contra a mulher é o aumento no número de casos de feminicídios no Brasil. Segundo o site G1, em 2019 ocorreram 1.314 feminicídios no país, um aumento de 7,3% em relação a 2018. Nesse viés, fica evidente que, mesmo que ações já tenham sido feitas, tendo em vista acabar ou diminuir as agressões contra as mulheres, como é o caso da Lei Maria da Penha, que tem o intuito de proteger as mulheres da violência doméstica e familiar, tais hostilidades continuam ocorrendo. Logo, medidas devem ser realizadas, objetivando amenizar o impasse exposto.
Em segundo lugar, outro fator que influencia negativamente no combate às agressões ao sexo feminino é a dificuldade do Estado em combater e/ou prevenir atos violentos na sociedade. De acordo com uma notícia publicada no site G1 em 2020, o Brasil está entre os 25% piores no ranking que mede a paz no mundo, com 163 países participantes. Nesse sentido, torna-se perceptível que a violência está presente no cotidiano dos cidadãos e que as hostilidades contra o sexo feminino não se limitam a ambientes privados, mas estão presentes em locais públicos também, por meio de ameaças psicológicas e assédios, por exemplo. Entretanto, segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, Artigo III, “todas as pessoas têm direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”. Sendo assim, ações devem ser feitas, tendo em vista proporcionar segurança às pessoas, em especial as mulheres, que continuam tendo seus direitos desrespeitados.
Portanto, visando combater, de maneira efetiva, a violência contra a mulher, medidas devem ser tomadas. Para isso, urge que o Governo Federal, unido à ONGs, promova auxílio e acompanhamento psicológico à mulheres que foram vítimas de violência, por meio da criação de abrigos com essa finalidade, de modo que a pessoa sinta-se protegida e segura para recuperar-se enquanto o Poder Judiciário e a polícia examinam e julgam o caso e o agressor. Além disso, cabe ao Governo Federal um maior investimento em segurança pública, tendo em vista prevenir atos de violência na sociedade, objetivando diminuir os casos de feminicídio e reduzir o problema da segurança no Brasil. Assim, o impasse relativo à persistência da violência contra a mulher no país será devidamente amenizado.