ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 15/01/2021

Ainda no século 21, o machismo é um dos principais problemas sociais a serem combatidos. E não apenas o machismo cultural propagado em opiniões populares, que as vezes é repetido sem consciência, mas sim aquele que é primitivo, que agride, oprime e mata mulheres diariamente.

No Brasil, os números de feminicído vem aumentando a cada ano, segundo o Mapa da Violência, somente na última década, ocorreram mais de 40 mil assassinatos com uma taxa extremamente pequena de culpados e condenados, que não ultrapassa os 20%. Por isso, a certeza da impunidade impulsiona cada vez mais os crimes, já que os agressores tem a certeza de uma investigação pífia e um julgamento deficiente.

Também em função da impenitência, a taxa de reincidência é muito alta, pesquisas do Datafolha revelam que somente em 2010, cerca de 37% das mulheres que foram agredidas e procuraram as autoridades, voltaram a ser agredidas pelo mesmo indivíduo. Destaca-se que a maioria dos casos de feminicídio são reincidências, segundo dados do Mapa da Violência, cerca de 53% desses casos o agressor já foi autuado por agressão a mesma vítima.

Portanto, após o primeiro acometimento a segurança da vítima deve ser prioridade para que não volte a acontecer o ato, assim sendo função do Poder Executivo criar hoteis com segurança 24 horas, desenvolvida pelo Exército Brasileiro, para abrigar as mulheres de forma anônima até que o agressor seja punido. Desse modo, o processo de prisão e julgamento deve ser o mais rápido possível para que vítima retorne a sua vida normal, então o Poder Legislativo fica encarregado de criar “Tribunais da Mulher”, que são tribunais com a exclusiva missão de julgar casos que se enquadram na Lei Maria da Penha, assim evitando uma extensa burocracia

do processo e evitando que os agressores saiam compeltamente impunes de seus crimes.