ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 15/01/2021

A Constituição Federal brasileira de 1988 prevê para todos os cidadãos o direito á segurança. Entretanto, na prática, essa garantia é deturpada, visto que a violência contra mulher ainda é uma realidade na sociedade brasileira. Desse modo tal cenário nefasto ocorre tanto pela violência doméstica e também devido ao feminicídio

Em primeira análise, deve-se ressaltar a violência doméstica, que vem crescendo muito o número de casos. Nesse sentido, na maioria dos casos as mulheres sofrem violência pelo próprio companheiro, isto é, a cada dois minutos, uma mulher é vítima de violência doméstica no Brasil. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do ‘‘contrato social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como á segurança, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o feminicídio como impulsionador da violência contra mulher no Brasil. Segundo pesquisas, a cada dois segundos, uma mulher é agredida no país e quase oitenta por cento dos casos, os agressores são o atual ou ex-companheiro que não se conformam com o fim do relacionamento. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é necessário que ONG´s e instituições governamentais acolham as vítimas de feminicídio e violência, e ajudá-las a denúnciar sem ter medo, a fim de encorajar mais mulheres a não tolerar mais esse tipo de violência. Assim, consolidará uma sociedade mais segura, onde o estado desempenha corretamente seu ‘‘contrato social’’, tal como afirma John Locke.