ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 27/01/2021

Em 2018, uma blogueira chamada Mariana Ferrer foi vítima de estupro enquanto estava trabalhando. Assim como a influenciadora, muitas mulheres sofrem diversos tipos de agressão todos os dias. De acordo com a Central de Atendimento à mulher, mais da metade das denúncias feitas pelo número 180 são de violência física. Tal problemática persiste devido à cultura do machismo e à justiça brasileira ineficaz.

Primeiramente, cabe analisar o papel das escolas nessa questão. Segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo. Entretanto, tal recurso não tem sido explorado ao máximo, uma vez que nem todas as escolas abordam os problemas do machismo em sala de aula. Dessa forma, muitos alunos não têm a oportunidade de refletir acerca do tema e, por consequência, continuam a reproduzir a cultura machista - principal responsável da agressividade contra o sexo feminino - presente na sociedade por séculos.

Em segundo lugar, é importante destacar a ineficácia da justiça nesse problema. Apesar de o feminicídio ser um crime e de o artigo 5 da Constituição Federal garantir que todos são iguais perante a lei, na realidade não é assim que funciona. Isto é, basta ter dinheiro e uma pele branca para ser absolvido, como no caso do agressor da Mariana Ferrer. Sendo assim, a liberdade para tal prática criminosa é aumentada.

Diante desse cenário, cabe ao Ministério da Educação incentivar a reflexão dos estudantes, por meio da inserção de uma disciplina que aborde o sexismo e suas consequências, a fim de desfazer pensamentos machistas. Desse modo, é viável construir uma geração mais consciente. Ademais, é imprescindível que o Ministério da Justiça reforce e garanta a punição dos agressores, aumentando a pena em dobro, visando, dessa maneira, evitar casos de agressão, de qualquer natureza, contra a mulher. Mediante essas ações, torna-se possível extinguir o feminicídio e alcançar uma sociedade mais justa, harmônica e igualitária.