ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 12/02/2021

‘‘O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles’’. A afirmação, atribuída à filósofa francesa Simone de Beauvior, aplica-se facilmente à questão da persistência da violência contra a mulher, que, infelizmente, apesar do passar das décadas, ainda se trata de um problema vigente na nossa sociedade. Este cenário é fruto tanto da negligência de ações governamentais quanto da estagnação da nossa evolução como sociedade, deste modo, faz-se urgente a discussão de medidas que atenuem estas problemáticas.

Precipuamente, é fulcral pontuar que tal problema contraria o Art 6º da Constituição Federal, documento jurídico mais importante do nosso país, que garante como direito inerente a todo cidadão brasileiro a segurança. Conquanto, o que se oberva na realidade se trata de uma grande habituação da adminisração pública em relação ao escândalo de casos de assasinatos e crimes para com a parcela feminina da nossa sociedade. Segundo dados de 2010 do site ‘‘mapadaviolência’’, somente nas últimas 30 décadas houve um aumento de mais de 3.100 casos de feminicídios, que expressam um crescimento acima de 200% em comparação à década de 1980. Destarte, percebe-se a necessidade da reformulação de ações governamentais e penais que envolvam este embróglio.

De maneira análoga, torna-se primordial a discussão das ações das pessoas, como sociedade, no tocante a esta situação. Hodiernamente, grande parte dos acontecimentos de delitos e agressões contra as mulheres, demoram para serem relatados. Tal fato se deve à pressão psicológica sofrida pela mulher, ou, pela não ação de conhecidos ou vizinhos quando ficam cientes da situação. Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Desse modo, verifica-se a necessidade não só de medidas ativas governamentais, mas também de uma reestruturação nos pensamentos e ações da sociedade ligadas a essa adversidade.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço dessa problemática. Dessarte, urge que o Governo Federal envie um projeto de lei para a câmara dos deputados, visando a reformulação e enrijecimento das leis e punições relativas às agressões e delitos direcionados às mulheres, além de, em parceria com as grandes mídias, divulguem em grande escala as novas medidas e suas devidas punições, com o intuito de atenuar as ocorrências atuais.  Ademais, será necessário que o Ministério da Educação, por meio de palestras, promova a conscientização acerca do assunto, com o intuito de tornar as denúncias, feitas pelas vítimas ou viznhos que tenham conhecimento do ocorrido, mais ágeis e eficazes.  Desse modo, a sociedade não se habituará mais a estes escândalos e teremos, enfim, uma evolução social, como é preconizada nas ideias iluministas.