ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 09/03/2021
Durante toda a história, as mulheres sempre foram tratadas como um objeto que seria submisso ao home e que apenas serviam para exercer papéis patriarcais dentro da casa e para fins reprodutivos, tudo por conta de uma cultura histórica em torno de uma mentalidade patriarcal sobre as mulheres. Nesse contexto, pode-se notar que, a cultura em torno da mulher é algo muito díficil de se mudar, por conta de ser um processo histórico e que ainda se reflete na sociedade brasileira. Examinando a condição atual do Brasil no combate a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira, vê-se certos empecilhos, dentre os quais estão a infuncionalidade do Poder Executivo em fiscalizar as leis brasileiras que protegem as mulheres e a precariedade da educação no Brasil.
Em primeiro plano, observa-se a persistência da violência da mulher associada com o mal funcionamento do Poder Executivo na fiscalização das leis que protegem as mulheres. Nesse sentido, o livro Cidadãos de Papel, caracteriza o Poder Legislativo brasileiro como um dos melhores do mundo em criar leis para proteção dos indivíduos, em contrapartida, o Poder Executivo do Brasil é falho, por não cumprir o seu papel como Instituição governamental e não fiscalizando os meios de proteção das mulheres brasileiras. Tal fato torna-se evidente considerando-se que 70% das mulheres já ligaram para a polícia relatando algum tipo de abuso por parte de seus parceiros, segundo a revista “ISTOÉ”.
Em segundo plano, nota-se a precaridade da educação do Brasil em confrade com a persistência da violência contra a mulher. Nesse aspecto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, realizou uma pesquisa na qual mostra que 11,3 milhões de adolescentes não eram alfabetizados. Fato que corrobora com a continuação das agressões às mulheres no sentido em que, segundo o filósofo grego Pitágoras, somente a educação pode mudar a mentalidade de uma geração, o que demonstra que a deficiência educacional no Brasil influência os indivíduos a não mudarem sua conduta e seguir praticando os atos de seus antecessores.
Poranto, medidas devem ser tomadas para superar tal impasse. Primeiramente, cabe ao Poder Legislativo pressionar o Poder Executivo, por meio de Comissões Parlamentares Investigativas (CPI), para que o Poder Executivo seja investigado e melhore sua conduta, na questão de fiscalizar as leis que protegem as mulheres brasileiras de agressões. Além disso, cabe ao Ministério da Educação, investir na educação dos adolescentes brasileiros, por meio de verbas governamentais, com finalidade de que no futuro, a sociedade brasileira seja livre de pensamentos ancientes e retrógrados, seguindo a filosofia de Pitágoras.