ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 30/03/2021
Segundo Nick Couldry, a desigualdade na voz condena grupos, pessoas e países à inexistência. Dessa forma, assemelhando-se ao pensamento Couldryano, a desigualdade na voz de grupos de mulheres brasileiras que são vítimas de violências condena-lhes à inexistência social. Isso posto cabe compreender uma barreira social vivenciada pela sociedade.
A priori, observa-se que o cenário da mulher no brasil é desencorajador. Costumeiramente, a violência contra a mulher é resultado de uma forte influência de uma cultura patriarcal que está vinculada aos fundamentos da sociedade. Outrossim, a ferocidade contra a mulher expressa-se de várias maneiras, desde o estupro até a violência psicologica, muitas vezes inexoveralmente levando-a à morte.
A posteriori, desde os primórdios da humanidade a cultura patriarcal teve uma grande influência nas sociedades, privilegiando os homens. Nesse ínterim, a cultura grega já trazia consigo a misogenia como no mito da Pandora, a mulher que espalhou o mal pelo mundo ao abrir uma caixa na qual não deveria ser aberta. Esse tipo de narrativa aparentemente inocente em nosso imaginário, ela acaba legitimando a cultura misógena, a grande resposável pela violência contra a mulher.
Diante do exposto, cabe ao Estado, detentor de toda força democrática, intervir promovendo políticas públicas de criação de delegacias exclusivamente para mulheres. Já o Ministério da Educação pode reduzir o entrave por meio de inclusão nos currículos escolares das escolas públicas estaduais disciplinas que trabalhe direitos humanos, igualdade de gênero, violência de gênero e discriminação contra as mulheres. Com o fim de alcançarmos o bem-estar social.