ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 09/04/2021

Patriarcado colonial e a violência de gênero

No livro do escritor Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela, se inicia com um conflito com o fazendeiro Jesuíno Mendonça, surpreso ao encontrar a mulher dona Sinhazinha na cama com o dentista Osmundo Pimentel e os executa a tiros, atitude aclamada nos anos 20. Observando esse passado próximo, nota-se que infelizmente a violência contra a mulher persiste na sociedade brasileira, na mídia vemos todos os dias casos de feminicídio e violência contra o gênero, a causa é um reflexo do machismo herdado do patriarcado colonial.

As conquistas tardias no Brasil, como a mulher ter direito a votar efetivamente em 1965 demonstra a relutância numa sociedade em quebrar preconceitos e conquistar direitos, o Brasil colonial era regido pelas Ordenações Filipinas, código legal de Portugal e seus territórios, essa lei dava o direito ao marido de assassinar sua esposa em ato de adultério ou boato. Em 1916, a mulher só poderia assinar algo ou trabalhar, se tivesse autorização previa do marido. Da republica ate os dias atuais a mulher continua sendo vista como inferior ao homem e um objeto, o Brasil ocupa a 5 posição do ranking onde mais ocorre feminicídio segundo comissário das nações unidas dos direitos humanos. Um caso de feminicídio conhecido é do goleiro Bruno acusado de matar Elisa Samudio, que proferiu a infeliz frase “quem nunca saiu na mão com uma mulher? Em briga de casal ninguém mete a colher” essa frase demonstra que ainda sim a mulher é menosprezada e remete era colonial, que é correto ser violento contra a mulher. A persistência então se deve pela formação cultural do país, por um contexto cultural machista, se comparamos aos vikings, eles têm uma cultura de respeito e admiração pelas suas mulheres, desde antigamente, já que os homens precisavam navegar e a ilha ficava aos cuidados delas, eram consideradas capazes, prova disso que a Islândia é o melhor países para uma mulher viver onde a taxa de feminicídio é quase nula.

Por todos esses aspectos mencionados, se faz necessária uma intervenção, não basta criar leis mas mudar a mentalidade da sociedade, cabe as escolas em promover uma transformação da mentalidade das crianças e jovens, como criar campanhas de conscientização que a violência contra a mulher tem severa punição, e o gênero feminino deve ser respeitado como iguais e que podem realizar projetos ensinando os meninos a realizar atividades femininas e meninas atividades consideradas masculinas para criar a ideia de igualdade de gêneros.