ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 11/04/2021
A constituição federal de 1988 prevê, em seu artigo 6º, o direito a segurança como inerente a todo cidadão brasileiro. No entando, tal vigência não tem sido cumprida corretamente na prática, visto que no Brasil, o número de casos de violência contra a mulher aumentam a cada dia. Diante-disso, faz-se necessária uma análise para determinar qual a origem do machismo na sociedade e porquê é importante combatê-lo.
Em um primeiro momento, deve-se ressaltar que o machismo está presente desde os primórdios da sociedade ,e, ao longo dos séculos, se enraizou em diversos comportamentos. Como por exemplo, na cidade de Atenas, na Grécia antiga, as mulheres não eram consideradas cidadãs, seu único dever era cuidar da casa e dos filhos, e, além disso, não podiam comparecer nas assembleias sobre o futuro da pólis. Em retrospectiva, até o ano de 1934, as mulheres não possuiam direito ao voto no Brasil, o que de certa forma, era a mesma situação que ocorria 2000 anos atrás na sociedade grega.
Em segundo plano, é fundamental apontar que essa diferença nos direitos entre os gêneros, conforme o tempo passou transformou-se em uma visão distorcida de que as mulheres não possuem as mesmas capacidades que os homens. De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, o machismo pode ser considerado um fato social patológico, pois rompe a harmonia social. Nesse contexto, grande parte dos casos de violência contra a mulher ou de feminicídio, vem por parte de seus parceiros, que na soma de vários fatores, como insegurança, instabilidade mental, ou até mesmo sadismo, junto com o sentimento de superioridade de alguns, gera indivíduos perturbados que ao se sentirem desafiados ou assustados, descontam em suas parceiras, na forma de agressões verbais, psicológicas, físicas ou até mesmo assassinato.
Depreende-se portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH), por intermédio de campanhas publicitárias, incentivar as mulheres a denunciarem qualquer tipo de violência, e, além disso, o Ministério da Saúde, deve fornecer ajuda psicológica acessível para todos os indivíduos perturbados ou em estado vulnerável, a fim de diminuir a incidência de abusos e feminicídios, e, rehabilitar tanto mulheres quanto homens. Assim, se consolidará uma sociedade mais segura, onde recupera-se parte da harmonia social, e ocorre o favorecimento do progresso coletivo.